Primeiros Anos

Rui Massena teve uma introdução à música bem cedo na sua vida. Com cinco anos tocava as primeiras peças, e com oito anos a sua primeira composição. Prosseguiu os estudos de piano e paralelamente, começou a sua ligação a coros, ensembles e pequenas orquestras. Esta ligação conduziu-o à sua primeira experiência como maestro de coros, e pontualmente, ensemble orquestrais, e com 16 anos começou a escrever para essas formações. Fazer música em conjunto era o seu sonho, o que o inspiraria a abraçar a carreira de Maestro.

 

Maestro

É licenciado em Direção de Orquestra pela Academia Nacional Superior de Orquestra, em Lisboa. Estudou com Jean Marc-Burfin, Jean Sébastian Béreau, Pascal Rophé, Robert Delecroix. Em Itália com Gianluigi Gelmetti.

Aos 27 anos, assumiu a direção artística e o cargo de Maestro titular da Orquestra Clássica da Madeira, durante 12 anos. Aceita o desafio, em 2005, de dirigir o Conservatório de Música da Madeira como Diretor Pedagógico até dezembro de 2012 num trabalho amplamente integrado com a Orquestra Clássica na perspetiva da valorização da música na Região e integração de novos valores.

 

Maestro Convidado

Entre 2001 e 2013, Rui Massena estreou dezenas de obras nacional e internacionalmente, dirigiu mais de trinta orquestras nacionais e internacionais de relevo e em salas de referência mundial – Tonhalle de Zurique, Teatro La Fenice em Veneza, Dvorak Hall em Praga, Giuseppe Verdi em Milão, entre outras. Um dos seus pontos altos foi a estreia a dirigir no Carnegie Hall em Nova Iorque.

Dirigiu solistas em todos os quadrantes musicais: Guy Braustein, José Cura, José Carreras, Brigitte Engerer, Zakhar Bron, Ute Lemper, Ivan Lins, Mariza, Mário Laginha, e Bernardo Sasseti. Nas temporadas 2011/2013 foi maestro convidado principal da Orquestra Sinfónica de Roma, em Itália.

Em reconhecimento do seu trabalho durante esses anos, Rui Massena foi premiado com a Medalha de Ouro de Mérito Cultural e Científico pela sua cidade natal, bem como a Medalha de Ouro de Mérito Cultural pela Academia de Artes e Ciências do Brasil, entre outras.

Capital Europeia da Cultura

Programador Musical

Diretor Artístico e Maestro Titular FOE

 

Em 2010, foi convidado para programar a área da Música na Capital Europeia da Cultura – Guimarães 2012, trabalho que desenvolveu desde 2010 e através do qual fundou a Orquestra 'Fundação Orquestra Estúdio'.

Estão registados, num CD e DVD, sob a sua direção musical, cinco documentários do realizador César Pedro, algumas das obras que foram encomendadas no âmbito Guimarães 2012 – Capital Europeia da Cultura, e estreadas em concerto pela Fundação Orquestra Estúdio.

Uma das inovações mais importantes na programação musical foi ‘A Nova Criação’, que consistiu num conjunto de estreias de novas obras musicais de compositores portugueses e europeus, trazendo a Guimarães um pouco da musicalidade nacional e europeia, no que ela representa como instrumento para a compreensão do clima interno do cidadão comum e como paisagem exterior dos tempos que documenta. Para a Fundação Orquestra Estúdio, estrutura central e residente de Guimarães 2012, representou a oportunidade de receber diretamente as visões dos compositores durante o processo de ensaio. Representou igualmente o contributo da Capital Europeia da Cultura para dar voz a uma geração de compositores portugueses de grande qualidade.

Para além das obras incluídas no CD e DVD, ‘Guimarães 2012’, encomendou aberturas a Sérgio Azevedo, Fernando Lapa, Pedro Faria Gomes, Eurico Carrapatoso, Antero Ávila, um bailado a David Chesky, um poema sinfónico a António Victorino d’Almeida, uma obra sinfónica a Wim Mertens, uma composição coletiva liderada por Carlos Guedes e uma ópera a Carlos Azevedo com libreto de Carlos Tê.

Todas as sessões de gravação contaram com a presença dos compositores, à exceção de António Pinho Vargas, que acompanharam o processo e validaram as interpretações. O bailado ‘The Zephyrtine’ de David Chesky foi editado e distribuído internacionalmente pela etiqueta Chesky Records – Hdtracks.

Colaborações

De 2003 a 2017, Rui Massena dirigiu, escreveu e arranjou, em linguagem sinfónica para inúmeros artistas com especial relevância no trabalho sobre Max, Da Weasel, Expensive Soul e Jorge Palma. Foi diretor musical das produções "Fiore Nudo" (2006) com encenação de Nuno M. Cardoso, e "Maria de Buenos Aires" (2006) com encenação de João Henriques, produzidas pelo teatro São João no Porto.

Mais tarde, em 2019, foi convidado pela organização do ‘Rock in Rio’ para a direção e orquestração musical do espetáculo sinfónico comemorativo dos quinze anos da presença da marca em Portugal.

Media

Rui Massena apresentou 13 episódios do programa ‘Música Maestro’ no primeiro canal de televisão nacional (RTP1), numa perspetiva de aproximação da Música Sinfónica ao grande Público. Este programa televisivo foi selecionado para ser um dos três finalistas na categoria de artes, do Festival Rose d’Or em Berlim.

Entre 2015 e 2020, Rui Massena foi autor de um programa semanal de entrevista no Porto Canal, “Nota Alta”, apresentando entrevistas com figuras Portuguesas de grande relevo político-cultural.

Em 2019, Rui Massena compôs para a curta-metragem de ficção "Carnaval Sujo", com realização de José Miguel Moreira.

 

Trabalhos a Solo

Após treze anos dirigindo semanalmente e de forma ininterrupta, Rui Massena tomou a decisão de finalmente dar espaço ao seu antigo sonho de compor.

“SOLO” 2015

 

Com uma linguagem íntima e intimista, centrado e que transmite tranquilidade, Rui Massena apresenta-se ao piano, em 15 canções. Apensar de ver “Solo” como um retiro espiritual necessário ao seu próprio equilíbrio, surpreendentemente este caminho lançá-lo-ia para uma carreira em nome próprio.

O seu primeiro álbum de originais chegou a número 2 do top nacional de vendas português.

 

 

“ENSEMBLE” 2016

 

Rui Massena, encarna neste disco a superior arte da conciliação, mais dócil ou mais agitada de acordo com a inspiração e as necessidades do momento. “Ensemble”, começa com um “Abraço” e despede-se com uma “Valsa”. É uma música poética e positiva, mas também estruturada e envolvente. Depois de se ouvir “Ensemble”, nasce uma nova dimensão, com a ajuda da secção de cordas da Czech National Symphonic Orchestra.

O seu segundo álbum teve entrada direta para número 1 do top de vendas português.

 

 

“EXPO 1” 2017 Compilação DG

 

A música de Rui Massena foi selecionada para ser incluída na compilação ‘EXPO 1’ pela Deutsche Grammophon, composta por 29 composições de autores como Jóhann Jóhannsson, Max Richter, John Cage, Philip Glass e Ólafur Arnalds. ‘EXPO 1’ apresenta a música mais popular dos principais compositores ‘neo-clássicos’ da atualidade, ou seja, as vozes mais influentes na onda atual da composição pós-minimalista onde os estilos musicais clássicos contemporâneos e alternativos populares colidem.

 

“III” 2018

 

O tão aguardado terceiro álbum de originais de Rui Massena é mais progressivo. Este é lançado a 3 de novembro de 2018 com a Universal Music, em parceria internacional com a Deutsche Grammophon, dando a este álbum a sua prestigiada etiqueta amarela.

Se por um lado se percebe que a eletrónica e a vanguarda sonora se alojaram no caminho, por outro, percebemos ao fim de breves segundos que os valores da sua música estão presentes: tranquila, desafiadora e emotiva.

O seu terceiro álbum chegou à 4ª posição do top de vendas nacional.

 

 

“20PERCEPTION” 2021

 

Recentemente, Rui Massena escreveu, produziu e interpretou inteiramente o seu novo trabalho, ‘20PERCEPTION’. Um EP do ano de 2020, com seis peças comprimidas em 20 minutos simbólicos de música. Imaginários de dor e ternura são navegados, apoiados pela reorganização dos sentidos do compositor, por uma Perceção.

 

A música instala um órgão de tubos, oscilando entre a alegria e a tristeza, reflexão e acreditar. As cordas cantam como um coro, livres das individualidades, e em movimentos coletivos. O piano explora diferentes timbres, na busca de uma intimidade e fugindo da assertividade melódica.

 

Os vídeos que acompanham as peças são filmados pelo próprio, e representam um espelho da sua própria perceção visual. São um campo aberto à interpretação, num simbólico encontro entre o que estes tempos trazem e o valor que lhes damos. Posicionam-se como um exercício provocativo à imaginação.

20 minutos completos de música, para ser ouvida como um único gesto. Intenso e Pacífico.

 

PRESENTE

 

Hoje, Rui Massena continua a trabalhar como compositor, produtor e performer, com base no seu estúdio, junto à praia da Granja, na criativa cidade do Porto.

Toca a sua música ao vivo em salas de concerto por todo o mundo, seja a solo ou como parte de um ensemble.

Rui Massena gosta de olhar a música como um todo, sem distinção e una, uma vibração que embala o mundo. Cada vez que Rui se senta ao piano, é um homem com uma orquestra dentro de si.

Discografia Orquestral: 2000-2015

EMI MUSIC Portugal (2007)

  • Da Weasel feat. Rui Massena, com a Prague Symphonic Orchestra - Amor, Escárnio e Maldizer;

EMI MUSIC Portugal (2008)

  • Da Weasel feat. Rui Massena - Ao vivo no Pavilhão Atlântico; ​

EMI CLASSICS (2009) 5 discos

  • Orquestra Clássica da Madeira – 252 anos de W.A. Mozart

    • Sinfonias: 35ª, 38ª, 39ª, 40ª, 41ª;

    • Concertos: Trompa e orquestra nº4, Clarinete e Orquestra, Flauta e Orquestra nº1, Piano e Orquestra nº23, Sinfonia concertante para violino, viola e orquestra;

​ HD CHESKY RECORDS (2012)

  • Fundação Orquestra Estúdio – The Zephyrtine, by David Chesky

SONY MUSIC Portugal (2012)

  • Fundação Orquestra Estúdio – Expensive Soul Symphonic Experience

CAPITAL EUROPEIA da CULTURA (2013)

  • Fundação Orquestra Estúdio

    • Abertura em Forma de Pena, Telmo Marques

    • A incrível Jornada de Sousa Mendes, Nuno Corte-Real

    • Ouvertures and Closures, António Pinho Vargas

    • Concerto para Clarinete e Orquestra, Mário Laginha

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